Como convencer alguém com demência a comer?

O meu pai já recusou três refeições seguidas e não sei se é falta de fome, alguma dor que não consegue explicar ou simplesmente teimosia. Como devo agir sem o forçar?

A recusa alimentar é uma das situações mais angustiantes para quem cuida, porque mistura preocupação com a saúde e o medo de "não estar a fazer o suficiente". Mas raramente é teimosia: é quase sempre um sintoma com uma causa por trás, e identificar essa causa é o primeiro passo.

Porque acontece

A demência pode afetar o apetite de várias formas: alteração do paladar e do olfato, dificuldade em reconhecer a comida como comida, dores na boca ou dentes mal ajustados, obstipação, efeitos secundários de medicação, depressão associada, ou simplesmente confusão sobre os horários das refeições. Em fases mais avançadas, a pessoa pode já não sentir ou comunicar a fome da forma habitual.

Estratégias práticas

"Percebi que a minha mãe comia melhor se eu comesse ao lado dela, no mesmo ritmo. Ver-me a comer parecia lembrá-la do que fazer."

O que NÃO fazer

Quando procurar ajuda profissional

Se a recusa alimentar persistir por mais de dois ou três dias, se houver perda de peso visível, sinais de desidratação (boca seca, urina escura, confusão acrescida) ou recusa também de líquidos, contacte o médico assistente. Um nutricionista pode ajudar a adaptar a dieta e, nalguns casos, vale a pena descartar causas médicas como infeções ou problemas dentários antes de assumir que é "só da demência".

Ver também

Fontes que informaram este conteúdo