Sinto raiva e depois culpa. Como gerir estas emoções?

Às vezes perco a paciência e falo mais alto com a minha mãe, e depois fico horas destroçada de culpa por ter reagido assim com uma pessoa doente. Como é que lido com esta mistura de raiva e culpa?

O que descreve é uma das experiências mais comuns e mais escondidas de quem cuida. Sentir raiva não faz de si má pessoa nem má filha — faz de si um ser humano exausto que ama alguém. A culpa que se segue mostra, aliás, o quanto se importa.

Porque acontece

Cuidar diariamente sem pausa esgota os recursos emocionais. A demência traz situações repetitivas, recusas e comportamentos difíceis que testam qualquer paciência. A raiva é uma reação natural ao esgotamento, não um defeito de carácter. E como sabemos que a pessoa está doente, vem depois a culpa.

Estratégias práticas

O que NÃO fazer

Quando procurar ajuda profissional

Se a raiva for frequente, intensa ou a assustar, procure o seu médico assistente ou apoio psicológico. A Linha SNS 24 (808 24 24 24) e a Alzheimer Portugal podem orientá-la. Pedir ajuda protege-a a si e ao seu familiar.

"Gritei e depois chorei escondida na casa de banho. Só quando aceitei ajuda é que a raiva foi baixando." — Cuidador anónimo

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