Como sei se estou a sofrer de esgotamento do cuidador (burnout)?

Ando exausta, irritada com tudo e às vezes sinto que já não aguento mais um dia. Será que isto é normal ou já é esgotamento?

O que sente tem nome: esgotamento do cuidador, ou burnout do cuidador. Não é fraqueza, não é falta de amor por quem cuida, é o resultado natural de meses ou anos a dar tudo de si sem pausas suficientes. Reconhecer isto não é admitir derrota, é o primeiro passo para conseguir continuar a cuidar sem se perder a si própria pelo caminho.

O que é o esgotamento do cuidador

O burnout do cuidador instala-se devagar. Começa com cansaço que o sono não resolve, segue-se a irritabilidade com pequenas coisas, depois a sensação de estar sempre "ligado" e nunca verdadeiramente em descanso. Muitos cuidadores só percebem que chegaram a este ponto quando já estão a chorar sem motivo aparente ou a sentir raiva da pessoa que cuidam, seguida de uma culpa esmagadora.

Sinais a que deve prestar atenção

O que pode fazer já esta semana

"Demorei dois anos a admitir que estava esgotada. Pensava que aguentar tudo sozinha era a prova de que era boa filha. Só quando comecei a dormir mal e a chorar sem razão é que percebi que precisava de ajuda."

Recursos e apoios em Portugal

Tem direito a cuidar da sua saúde física e mental tanto quanto tem o dever de cuidar do seu familiar. Pode ligar à Linha SNS 24 (808 24 24 24) para orientação sobre os passos a seguir. Através da Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) ou da equipa de gestão de altas do hospital ou centro de saúde, pode também informar-se sobre o acesso à RNCCI, que disponibiliza até 90 dias por ano de internamento de descanso do cuidador. Pedir esta pausa não é abandonar quem cuida, é garantir que continua capaz de o fazer.

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