Localizadores GPS e identificação: o que escolher?
O meu pai começou a sair de casa sozinho e já foi encontrado longe, confuso e sem saber voltar. Ando aterrorizado com a ideia de ele desaparecer. Que tipo de localizador ou identificação devo usar?
O medo de que a pessoa saia e não volte é angustiante e rouba o sono a muitos cuidadores. Procurar uma forma de a localizar mostra o quanto se preocupa em mantê-la segura sem a prender.
Porque acontece
A vagueação é comum na demência: a pessoa pode sair com um objetivo antigo (ir trabalhar, ir "a casa"), desorientar-se e não conseguir regressar. Não é teimosia, é a doença a afetar a orientação e a memória.
Estratégias práticas
- Identificação sempre com ela: pulseira, medalha ou cartão com nome e um contacto seu, discreto mas resistente.
- Localizadores GPS: existem em formato de relógio, pendente, ou pequenos dispositivos para o bolso/sapato; escolha um com boa autonomia de bateria e fácil de usar.
- Prefira algo que a pessoa não retire nem estranhe (ex.: relógio parecido com o habitual).
- Combine com estratégias de casa: campainhas na porta, fechaduras seguras.
- Tenha uma foto recente e a descrição da roupa acessíveis, para o caso de precisar acionar buscas.
O que NÃO fazer
- Não confie só na tecnologia: a bateria falha e o dispositivo pode ser esquecido.
- Não tranque a pessoa sozinha em casa sem supervisão nem saída segura.
Quando procurar ajuda profissional
Se a pessoa desaparecer, ligue de imediato para o 112. A Alzheimer Portugal pode orientar sobre estratégias de vagueação e recursos disponíveis. Fale também com o médico assistente para avaliar a evolução.
"O relógio com GPS deu-me de volta um bocadinho de paz. Já o encontrei duas vezes graças a ele." — Cuidador anónimo