Confunde a televisão com a realidade
O meu marido fala com as pessoas da televisão e fica aflito com as notícias, como se estivesse a acontecer na nossa casa. O que faço?
Para um cérebro com demência, distinguir a imagem no ecrã da realidade torna-se difícil — as pessoas "estão" na sala, e o que acontece no filme acontece "aqui".
Porque acontece
A demência afeta a capacidade de interpretar contextos. O som e o movimento do ecrã são processados como presença real. Filmes violentos, notícias dramáticas ou discussões televisivas podem provocar medo, agitação ou tristeza genuínos.
Estratégias práticas
- Escolha o conteúdo: programas calmos, música, natureza, comédias antigas, desporto — e evite noticiários intensos, violência e filmes de suspense.
- Se ele fala com o ecrã sem sofrimento, não é preciso corrigir — pode até ser companhia.
- Se fica aflito, desligue sem anunciar ("vamos beber um café?") em vez de explicar que "não é real".
- Prefira sessões curtas e com companhia: comentar o que se vê transforma a TV em interação.
- À noite, evite ecrãs perto da hora de deitar — pioram o sono e a agitação.
Vale a pena saber
Programas gravados dão controlo total: sem notícias inesperadas nem publicidade em altos berros. Vídeos de família e fotografias no ecrã costumam funcionar melhor do que qualquer canal.
Fontes: Alzheimer's Association; Alzheimer's Society (Reino Unido).