Natal e festas de família sem sobrecarga
Aproxima-se o Natal e a família toda quer estar junta, mas no ano passado a minha mãe passou o jantar aflita e confusa. Como fazemos este ano?
As festas juntam tudo o que a demência tolera pior: barulho, muita gente, quebra de rotina e expectativas altas. Com alguns ajustes, podem voltar a ser bons momentos.
Porque custa tanto
Vinte conversas em simultâneo são ruído indecifrável; caras queridas tornam-se difíceis de identificar em grupo; e o horário das festas (fim do dia, noite) coincide com as piores horas de quem tem agitação vespertina.
Estratégias práticas
- Doses pequenas de família: em vez de 20 pessoas numa noite, 3-4 de cada vez ao longo da semana.
- Se a festa grande é inevitável, antecipe o horário (almoço em vez de jantar) e prepare um quarto-refúgio tranquilo para onde ela possa ir com um acompanhante quando saturar.
- Mantenha as âncoras da rotina: sesta, medicação e refeições às horas do costume, mesmo em dia de festa.
- Prepare os familiares antes (sobretudo os que a veem pouco): digam o nome ao cumprimentar, um de cada vez, sem testes de memória ("sabes quem eu sou?" é proibido).
- Dê-lhe um papel: dobrar guardanapos, mexer a massa, escolher as músicas — pertencer faz melhor do que assistir.
- Música da época dela, álbuns de fotos e cânticos antigos são pontes seguras.
Para si
Baixe o padrão sem culpa: a festa "perfeita" era a de antigamente. A deste ano é boa se ela se sentir segura e vocês conseguirem estar juntos.
Fontes: Alzheimer's Association; Alzheimer's Society (Reino Unido).