O que fazer depois de uma queda
Encontrei a minha mãe caída no corredor. Levantei-a e parecia bem, mas fiquei sem saber: quando é que uma queda obriga a ir ao hospital?
As quedas são dos acidentes mais comuns na demência — e a pessoa muitas vezes não sabe dizer o que lhe dói nem o que aconteceu. Saber avaliar dá-lhe segurança.
No momento (antes de levantar)
- Não levante já. Acalme-a, observe: dor forte? Perna encurtada ou rodada para fora (suspeita de fratura da anca)? Golpe na cabeça? Sangue?
- Se houver dor intensa, deformidade, incapacidade de apoiar o pé ou perda de consciência: não mova e chame o número de emergência.
- Se parece bem: ajude-a a virar-se de lado, a pôr-se de gatas e a levantar-se apoiada numa cadeira, devagar e com pausa sentada.
Vigiar nas 24-72 horas seguintes
- Bateu com a cabeça? Vigie sonolência invulgar, vómitos, dor de cabeça crescente, confusão MAIOR do que o habitual dela, fala arrastada — qualquer um destes: hospital. Se toma anticoagulantes, uma pancada na cabeça justifica avaliação médica mesmo sem sintomas.
- Dores que só aparecem no dia seguinte, recusa a andar, ou proteção de um braço/perna: pode haver fratura "escondida" — avaliar.
- Na demência, o único sinal de dor pode ser agitação nova ou recusa de mobilização.
Depois: prevenir a próxima
Toda a queda tem lições: luz insuficiente? Tapete? Chinelos soltos? Tensão baixa ao levantar? Medicação sedativa? Reveja a casa, o calçado e fale com o médico sobre a medicação e sobre fisioterapia de equilíbrio. E registe a queda no diário — o padrão importa na consulta.
Fontes: NHS (Reino Unido); NIA — National Institute on Aging (EUA).